Atuação · 06

Trombose & linfedema

Diagnóstico e tratamento da trombose venosa profunda, tromboflebite superficial e linfedema. Condições que exigem atenção especializada para evitar complicações graves como a embolia pulmonar.

TVP Tromboflebite Linfedema Anticoagulação
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trombose / linfedema
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A formação do trombo nas veias profundas

A trombose venosa profunda (TVP) é a formação de um coágulo (trombo) dentro das veias profundas, geralmente das pernas. O trombo pode obstruir parcial ou totalmente o fluxo venoso, causando dor, inchaço e calor no membro afetado.

O risco mais grave da TVP é o desprendimento do trombo, que pode migrar até os pulmões causando embolia pulmonar — emergência médica com risco de vida. Por isso, o diagnóstico rápido e o início imediato da anticoagulação são fundamentais.

Atenção: inchaço unilateral súbito na perna, com dor ou calor, pode ser TVP. Procure avaliação médica com urgência — o diagnóstico por doppler é imediato e o tratamento iniciado no mesmo dia.
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TVP / doppler

Quem tem maior risco de trombose

Imobilidade prolongada (viagens longas, pós-operatório, internação)

Cirurgias de grande porte, especialmente ortopédicas e abdominais

Gravidez e puerpério — período de maior coagulabilidade sanguínea

Uso de contraceptivos orais ou terapia hormonal

Trombofilias hereditárias (fator V de Leiden, déficit de proteínas C e S)

Câncer ativo — síndrome de Trousseau

Obesidade e tabagismo

Histórico pessoal ou familiar de trombose

Foto do exame
doppler venoso

Doppler, anticoagulação e seguimento

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Doppler venoso diagnóstico

O ultrassom doppler confirma ou exclui TVP com alta acurácia em minutos, identificando a extensão e localização do trombo.

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Anticoagulação imediata

Iniciada no mesmo dia do diagnóstico. As opções incluem anticoagulantes orais diretos (DOACs), heparina e varfarina, conforme o perfil do paciente.

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Investigação de causas

Pesquisa de trombofilias, neoplasias ocultas e outros fatores precipitantes para orientar o tempo de anticoagulação e prevenção de recorrências.

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Seguimento ambulatorial

Acompanhamento com doppler de controle, avaliação da síndrome pós-trombótica e orientações para prevenção de novos episódios.

Inchaço por disfunção linfática

O linfedema é o acúmulo de linfa nos tecidos por obstrução ou insuficiência do sistema linfático. Embora sem cura definitiva, tem tratamento eficaz que controla os sintomas e melhora a qualidade de vida.

Tipo I

Linfedema primário

Origem congênita ou de desenvolvimento. Pode se manifestar ao nascimento, na puberdade ou na vida adulta. Afeta predominantemente membros inferiores e requer acompanhamento de longo prazo.

CongênitoCrônico
Tipo II

Linfedema secundário

Causado por dano ao sistema linfático — mais frequentemente após cirurgia oncológica com esvaziamento de linfonodos, radioterapia ou infecção (filaríase).

Pós-oncológicoMais comum
Tratamento

Terapia descongestiva

Drenagem linfática manual, enfaixamento compressivo, meia elástica e exercícios. O tratamento fisioterápico especializado é o pilar do controle do linfedema.

FisioterapiaCompressão

Inflamação das veias superficiais

A tromboflebite superficial é a inflamação e trombose de uma veia superficial, geralmente visível sob a pele como um cordão avermelhado, quente e doloroso. É mais frequente em membros inferiores, em trajetos de varizes preexistentes.

Apesar de considerada menos grave que a TVP, a tromboflebite superficial extensa — especialmente próxima à junção safenofemoral — pode se propagar para o sistema venoso profundo. A avaliação por doppler é indispensável para definir a extensão e o tratamento correto.

Importante: a tromboflebite em veia sem variz prévia pode ser sinal de doença sistêmica ou neoplasia oculta. Sempre investigar quando recorrente ou migratória.
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tromboflebite

Suspeita de trombose?

Trombose venosa é urgência. Agende sua avaliação com doppler o mais breve possível — o diagnóstico e o início do tratamento são feitos no mesmo dia.